domingo, 8 de setembro de 2013

Oq falar !
Desde o dia 10 de Julho de 2013, o Centro de Instrução Especializada de Bombeiros não realiza mais nenhum serviço relacionado ao processo de formação, habilitação, renovação de Bombeiros Profissionais Civis. Tal competência atualmente é das empresas prestadoras de serviço credenciadas ao CBMERJ. Para conferir a lista, deve-se acessar o link:http://www.cbmerj.rj.gov.br/

Show !!!!!!!!!!!!!!!! agora as empresas com todo o poder.

Fiz um curso de Bpc 240 hs, depois me escrevi para fazer a prova escrita no Cbmerj (Que não foi Fácil),passei e em seguida prova Pratica, Primeiros socorros,combate incêndio, equipamento ERA e lançamento de mangueira.

Para agora ficar no quadro da sala.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

                                                            O que e Brigada de Incêndio.

E um grupo de pessoas treinadas e capacitDas para atuar na prevenção e combater princípios de incêndios, bem como no atendimentos setoriais, compostas por bombeiros civis e brigadista voluntários.


O que Brigadista voluntário.

É aquele que pertence a população fixa do local objeto da proteção, é treinado e capacitado a exercer sem exclusividade as atividades básicas de prevenção e combate a incêndio, assim como atendimento a emergências setoriais.



O que é bombeiro Profissional Civil (BPC)

É aquele que devidamente treinado, capacitado e Habilitado pelo CBMRJ, que presta serviços de prevenção, combate a incêndio e emergência setoriais, com dedicação exclusiva em brigada de incêndio.






segunda-feira, 17 de junho de 2013

 SEGURANÇA NO LAR

Nas fábricas onde a gerência tem consciência da segurança e tem procurado transmitir esta aos trabalhadores, o índice de lesões é menor que nos lares. Estas são as fábricas com bons recordes de segurança.
Os acidentes no lar geralmente resultam de perigos diários - coisas que são vistas com facilidade e que são fáceis de evitar. Então, por que acontece? Poucos são os pais que se preocupam em ensinar segurança aos filhos. Provavelmente muito poucos se dão conta de quantos acidentes acontecem no lar. E mesmo que um vizinho caia e quebre um braço poucos tomam isto como uma advertência. Que deve fazer um homem para evitar acidentes no lar?  Em primeiro lugar deve levar a segurança a sua casa. Tudo o que aprendeu no local de trabalho deve aplicá-lo no lar. Porém antes deve usar sua cabeça. Deve inspecionar a casa de cima a baixo - cada canto.
Quais são as possibilidades de acidentes? Quem pode lesionar-se e como? O que pode se fazer sobre cada um dos perigos? Que instruções de segurança terão que dar a cada membro da família? Qualquer pai ou mãe a que faça estas perguntas poderá encontrar as respostas. O importante é começar. Por que não fazer uma inspeção no fim de semana?
As quedas encabeçam a lista de acidentes no lar. Acontecem nas escadas, nos pisos escorregadios, com tapetes soltos, e nos degraus de frente e de trás das casas. Também se caem de cadeiras ou bancos nos quais as mulheres sobem para cravar um prego ou colocar uma cortina. Também as quedas se resultam de tropeços em objetos que deixam no solo. Outro problema sério são as queimaduras. Os cabos das panelas que saem dos fogões.
Os cabos demasiado quentes. A gordura requentada que se incendeia, e não devemos duvidar dos que fumam na cama.
Também existem os perigos elétricos, as ferramentas em más condições, os venenos, etc. Todos esses perigos podem ser encontrados quase que em qualquer lar. Encontrá-los e corrigi-los é o mais importante. Depois de fazê-lo é quando poderão descansar em suas casas sem ter medo de lesionarem-se.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Tática de combate a incêndio em edifícios elevados


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Qui, 26 de Fevereiro de 2004 13:18
Ao longo de 25 anos como oficial do Corpo de Bombeiro, tive a oportunidade de participar dos mais significativos incêndios elevados na Cidade do Rio de Janeiro, sendo estes, entre outros, os incêndios do Edifício Vale do Rio Doce (1981) e do Edifício Andorinhas (1985).O comando de operações de combate a incêndios em edifício elevados sempre exerceu sobre mim um interesse especial, em virtude das questões de ordem tática associadas a esses tipos de incêndios, os quais envolveram uma certa complexidade e riscos inerentes, e que devem ser perfeitamente gerenciados pelo comandante do socorro.
Este artigo, de caráter introdutório ao assunto, foi escrito não só baseado nas experiências profissionais, mas também na literatura existente sobre o assunto, em especial as Normas de Procedimento Operacionais dos Bombeiros de Nova Iorque (New York Fire Dep. Standard Operations Procedures – NYFD –SOP’s), procurando chamar a atenção para as ações fundamentais por parte das organizações de bombeiros envolvidas neste tipo de operações, com o objetivo de torná-las mais eficientes, práticas e de menos risco.
INTRODUÇÃO
Os incêndios em edifícios constituem uma indubitável realidade da vida moderna nos grandes centros urbanos em todo mundo.
Ainda que a prevenção de incêndio tenha evoluído consideravelmente nos últimos anos, em termos de detecção automática, sistema de extinção fixa ou automática, sistema de proteção passiva, de tiragem de fumaça, de notificação, orientação e escape, os procedimentos de utilização destes recursos deve ser otimizada por meio de ações coordenadas, as quais evitarão riscos para equipe de bombeiros e para o publico envolvido bem como possibilitarão uma ação mais rápida com o menor número de perdas.
Nas linhas seguintes serão apresentados alguns aspectos táticos fundamentais, como proposições a serem implementadas pelos comandos de socorros de bombeiros quando do atendimento a incêndios em edifícios elevados.
CASUÍSTICA DOS INCÊNDIOS
Geralmente os incêndios em edifícios elevados têm como causa principal a eletricidade (60%), que se manifesta desde a sobrecarga em fiação, a equipamentos elétricos deixados ligados, os quais vêm superaquecer-se. Deve-se considerar como causa também relevante as ações humanas, como, por exemplo, restos de cigarro jogados em lixeiras (15%).
Em geral, a maior parte dos incêndios em edifícios ocorre geralmente à noite, a partir das 19h, conforme dados da National Fire Protection Association (NFPA).
COMPORTAMENTO DE PESSOAS
As pessoas, ao receberem a comunicação de um incêndio, quer seja diretamente, por telefone ou pelos sistemas de notificação e alerta, tendem a agir de várias formas.
A primeira reação é a de incredibilidade do fato, como um processo-resposta de negação. Entretanto, cerca de 15,9 %, segundo estudos desenvolvidos por J. L.Bryan (Referência citada no Livro Fundamentos da Segurança Contra Incêndios em Edifícios, pag 248, de autoria do Prof. Antonio Leça Coelho, LNEC, Lisboa, 2002) não deixam o edifício, sendo a razão mais freqüente a de combater o incêndio. A partir do primeiro momento em que por meio de um processo de determinação direta, por meio de uma equipe previamente constituída e treinada para situação de emergência - em geral brigada de incêndio – ou ação decisória espontânea, as pessoas começam a se encaminhar para as escadas, não se estabelecendo de imediato (ao contrário do que se pensa) qualquer tipo de pânico na maior parte das situações, enquanto elas não se verem retiradas ou surpreendidas pela fumaça ou pelo calor ou se sentirem desorientadas ou limitadas quanto à saída.
RECEPÇÃO DO AVISO
Durante a recepção do aviso na sala de comunicação no Corpo de Bombeiros, já se pode ter uma idéia das dimensões do evento. Vários telefonemas sucessivos com prefixo diferente, e em curto espaço de tempo, indicam a evolução de um incêndio para uma situação perigosa, e nessa situação o responsável pela saída das viaturas (o comunicante) pode de imediato despachar o socorro sem grandes confirmações. Simultaneamente, deve solicitar o apoio de outro colega de serviço para os pedidos de socorro complementares em outro ramal de telefonia, enquanto se mantém em contato permanente com um dos solicitantes que esteja observando o incêndio, a fim de colher as informações relativas ao desenvolvimento do sinistro, repassando-as via rádio para as viaturas de socorro, mantendo constantemente atualizado o comandante do socorro quanto ao andamento da situação. Ao mesmo tempo ele deve solicitar apoio policial para a liberação das vias de acesso nas proximidades do local até a chegada do socorro.
O DESLOCAMENTO
O tempo-resposta ideal para a chegada em um incêndio em edifício elevado é da ordem de 12 a 22 minutos no máximo (tempo computado entre a recepção do aviso, deslocamento, estabelecimento do socorro e ataque), quando a temperatura do ambiente atinge cerca de 1095ºC, havendo o risco de inflamação generalizada (flashover).
A CHEGADA AO LOCAL
Ao chegar no local as viaturas devem ser posicionadas a uma distância mínima da metade da altura do edifício na direção do vento.
Tal procedimento visa a proteger as viaturas e os bombeiros de quedas de vidros, material em combustão, e até mesmo pessoas que vêem nas viaturas de bombeiros a esperança derradeira para o seu salvamento – a exemplo do ocorrido no incêndio do Edifício Joelma em 1974 quando dezenas de pessoas se jogaram sobre as viaturas do Corpo de Bombeiros.
A ABORDAGEM AO EDIFÍCIO
A abordagem ao edifício deverá ser feita de tal forma que os bombeiros sejam divididos em grupos no local de chegada do socorro portando os seguintes materiais:
· Roupa de Proteção Completa (RPC)
· Equipamento de Proteção Respiratória (EPR)
· Mangueiras de 1 ½”
· Lanternas
· Rádios Portáteis
· Ferramentas de Entradas Forçadas (FEF)
Em geral o bombeiro deverá estar carregando entre 25 e 40 quilos de equipamentos adicionais, o que exigirá considerável condicionamento aeróbico para ganhar os andares mais elevados do edifício.
A entrada pelo acesso principal do edifício deverá ser em fila única e de forma acelerada, para evitar que os bombeiros se tornem alvo dos objetos em queda, referidos anteriormente.
ESTABELECIMENTO DE POSTO DE COMANDO (P.C.)
O primeiro posto de comando (PC) devera ser estabelecido no salão térreo (lobby) do edifício, e deverá contar com a presença do administrador munido de diversas plantas dos pavimentos e dos sistemas.
Um segundo PC deverá ser estabelecido dois andares abaixo do incêndio e terá a designação de Posto de Comando Avançado (PCAv).
ESTABELECIMANTO DOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES
Deverão ser estabelecidos dois canais de comunicação básicos:
· o de Comando, que interliga os chefes do socorro específico (Comandante Geral de Operações, Combate a Incêndios, Busca e Salvamento e Manobra D’água) e,
· Tático, que interliga os diversos bombeiros envolvidos nas diversas operações, e entre eles seus chefes imediatos (Combate a Incêndio, Busca e Salvamento e Manobras d’água).
Entre o P.C estabelecido no salão térreo (looby) do edifício e a viatura de comando de socorro, deverá ser estabelecido um link de comunicação, se valendo do próprio motorista de tal viatura (o qual sob hipótese nenhuma deverá se afastar da viatura, sem a devida substituição) e entre este último e a unidade de origem.
A CHEGADA AOS ANDARES ENVOLVIDOS
A chegada aos andares sinistrados envolvem certos detalhes de relativa complexidade, conforme veremos a seguir:
· Durante a subida pelas escadas, não raro, com largura máxima de 1,20m, o bombeiro carregado com cerca de 40kg de equipamento terá uma largura de uma ordem de 0,90m, que poderá causar uma obstrução ao escape,com a retenção do fluxo, ficando ele impossibilitado de subir, devido a restrição de seu deslocamento ocasionado pelas pessoas que descem pelas escadas. Por essa razão recomenda-se que sempre o fluxo dos ocupantes durante o escape seja do lado interno da escada, ou seja, à esquerda de quem sobe, pois com tais rotas definidas evita-se inclusive acidentes decorrentes da abertura súbita das portas corta-fogo, que podem ocasionar alguns acidentes e causar retenção aos escape. Tal disposição facilita inclusive o acesso rápido por parte dos bombeiros aos andares envolvidos, tornado a operação assim mais fácil, uma vez que eles se mantêm do lado da aberturas das portas.
· O próprio peso carregado pelos bombeiros, o eventual despreparo físico e a própria característica da Roupa de Proteção Completa (RPC), que dificulta a sudorese, restringem a chegada dos bombeiros aos andares superiores, no tempo requerido e nas condições de estabilidade física e emocional para o combate ao incêndio. Por exemplo, imagine o bombeiro subir 25 andares totalmente equipado.
Para garantir maior segurança dos bombeiros, os mesmos deverão estar equipados com os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR), para quaisquer eventualidades, como, por exemplo, a presença de gás tóxico como o gás cianídrico (HCN), decorrentes da queima de plásticos e espumas, presente em estofamento e em alguns revestimento, que pode levar à morte uma guarnição inteira desprotegida em apenas 10 minutos.
BUSCA DE PESSOAS
A busca de pessoas deve envolver um critério lógico e sequencial, no sentido horário, em que a dupla de bombeiros deverá estar devidamente equipada, e com a corda-guia mantida retesada e controlada por um bombeiro responsável pela equipe de busca.

É importante lembrar-se do que as pessoas às vezes poderão ter seu estado psicológico de medo agravado, procurando esconder-se dentro de armários, embaixo de camas (especialmente em hotéis apartamentos e hospitais) e ainda em banheiros e sacadas, pois as pessoas podem ir para lá esperar por socorro. Estes locais devem ser objeto das primeiras ações de busca.

Um cuidado especial durante as buscas e o combate ao incêndio é a ocorrências de explosões súbitas (backdrafts). Para evitar serem surpreendidos, os bombeiros devem tomar especial atenção na abertura das portas, devendo sempre se manter por trás delas, como forma de proteção. Quando da entrada nesses compartimento de risco, jatos dágua neblinado devem ser aplicados sob a forma de borrifadas para o teto visando a eliminar o risco de ocorrências de uma inflamação generalizada (flashover).

Nos locais em que já foram realizadas buscas, para evitar outras complementares, as portas devem ser mantidas com um X (riscado com giz ou caneta do tipo pincel atômico) e encostadas, porem não trancadas, e se possível com o trinco travado para evitar seu retrancamento.
RETIRADA DE PESSOAS
A imagem de um bombeiro carregando uma vítima desacordada em seus braços é sempre muito bem vista, principalmente quando se trata de uma criança no colo (ou, em algum caso, uma bela mulher desacordada). Entretanto em termos práticos, podemos nos deparar com uma situação do tipo de se ter uma vítima com cerca de 130kg. Como retirá-la, se o bombeiro já se encontra totalmente carregado de equipamento.

Uma das soluções mais práticas é a de obter um lençol ou uma cortina e colocar sob a vítima desacordada. Com esse material improvisado, arrasta-se a vítimas, parando de 30 em 30 segundos para administrar ar respirável em seu EPR, utilizando, se houver, o dispositivo do tipo manifold, que permite o suporte a esta vítima caso esteja intoxicada pela fumaça, independente do bombeiro ter de tirar a sua máscara.
O ATAQUE AO INCÊNDIO
O ataque ao incêndio deve contemplar ao máximo o uso de linhas de mangueiras de uma polegada e meia com EVR acoplado. Além de servir para diminuir consideravelmente a temperatura do ambiente, serve para afastar a fumaça e os gases tóxicos, bem como diminuir a possibilidade de choque elétrico acidental.

No local de incêndio deve ser posicionada uma Linha de Ataque (LA), e seu desenvolvimento deve evitar torcimentos, passagens por debaixo de portas e quinas vivas fatos estes que devem ser observados durante a amarração.

Um aspecto que deve ser levado em conta também é o desligamento da energia elétrica, que só deve ser feito setorialmente ou seja no local do incêndio e nos espaços adjacentes, de modo que evite o obscurecimento total do ambiente circunstância que pode dificultar a execução das operações. Duas linhas de proteção (LP) adicionadas devem estar posicionadas embaixo e acima do incêndio com a finalidade de evitar a propagação do incêndio para andares adjacentes, quer seja por condução, convecção ou sobrepressão (ao contrário do que se pensa, um incêndio também pode se propagar por andares abaixo, não só devido á queda de materiais em combustão, mas também em função de diferenças de gradiente de pressão).

Durante o ataque, os bombeiros deverão se manter na posição de proteção, agachados, para evitar os efeitos da caloria, má visibilidade e impacto decorrentes de uma explosão súbita.

Alguns pontos devem ser freqüentemente inspecionados, sem aparente visibilidade de fogo para se ter uma idéia real das condições de propagação do incêndio (com o devido cuidado para evitar queimaduras e intoxicação). São eles:
· Dutos de telefonia, eletricidade e ar condicionado
· Entreforros e entrepisos
· Vazios entre paredes
· Poços dos elevadores

Um fato que merece consideração especial no final deste artigo é relacionada a ventilação no incêndio. A ventilação serve para tornar a atmosfera mais respirável.bem como para reduzir a caloria interna e os riscos,entre algumas finalidades quanto aspecto técnico.

Nos prédios mais modernos dos países mais frios, em especial nos Estados Unidos da América, pode-se contar com o uso do HVAC(Heat Ventilation Air Condition Sytem – Sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado), cujo mecanismo de reversão pode ser acionado. Ao invés da insuflação, pode retirar a fumaça e a caloria do ambiente interno, jogando-os para fora do edifício, sendo um precioso elemento de apoio tático.

Entretanto na maioria das vezes os bombeiros deverão utilizar a abertura das janelas, em sentido oposto ao do edifício, para realizar a ventilação forçada; outra opção é procurar atingir o topo do edifício e fazer lá a devida abertura (ventilação de topo) ou utilizar o jato d’água na forma de neblina de meio velocidade para fora do local esfumaçado, fazendo o afastamento da fumaça baseado no principio de Venturi.
CONCLUSÃO
É importante colocar em prática os fundamentos apresentados e consolidar a sua validação. Isto só poderá ser conseguido por intermédio de treinamento e simulados, os quais, sem sombra de dúvida são os mais preciosos para garantia da eficácia dos serviços de bombeiro durante uma situação real de incêndio em edifícios elevados.

sábado, 30 de março de 2013

CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS


QUANTO AOS MATERIAIS COMBUSTÍVEIS
Classe “A”
                                              
São aqueles cujo combustível queima em superfície e profundidade, deixando resíduos sólidos após a queima (cinzas). São os mais frquentes, e por queimarem em profundidade, requerem um rescaldo bastante cuidadoso.
Como exemplos, poderíamos citar os combustíveis sólidos (madeira, papel, palha, tecido, etc.).
São aqueles cujo combustível queima em superfície e profundidade, deixando resíduos sólidos após a queima (cinzas). São os mais frquentes, e por queimarem em profundidade, requerem um rescaldo bastante cuidadoso.
Como exemplos, poderíamos citar os combustíveis sólidos (madeira, papel, palha, tecido, etc.).
Classe “B”

............São aqueles que queimam apenas em superfície, como por exemplo, os líquidos inflamáveis (gasolina, álcool, querosene, óleo diesel, tintas, etc), os gases inflamáveis (acetileno, gás liquefeito de petróleo - GLP, etc) e os colóides (combustíveis pastosos, como graxas, etc).
          De acordo com a NATIONAL FIRE PROTECTION ASSOCIATION (NFPA), os líquidos podem ser classificados como inflamáveis ou combustíveis.

Líquido inflamável é todo o líquido cujo ponto de fulgor é menor que 37,7º C (100ºF) e pode ser subdividido em subclasses A, B ou C. Enquanto que líquidos combustíveis são aqueles com o ponto de fulgor superior a 37,7ºC, conforme o quadro abaixo:


Líquidos Inflamáveis
Classe
Subclasse
Ponto de fulgor
Ponto de ebulição
I
A
B
C
< 22,8 ºC
< 22,8 ºC
> 22,8ºC e <37,7ºC
<37,7ºC
>37,7ºC

Líquidos Combustíveis
II
-
> 37,7ºC e <60ºC
-
.
A
B
< 60ºC e <93,3ºC
> 93,3ºC
-


Líquido inflamável é todo o líquido cujo ponto de fulgor é menor que 37,7º C (100ºF) e pode ser subdividido em subclasses A, B ou C. Enquanto que líquidos combustíveis são aqueles com o ponto de fulgor superior a 37,7ºC, conforme o quadro abaixo:

Líquidos Inflamáveis
Classe
Subclasse
Ponto de fulgor
Ponto de ebulição
I
A
B
C
< 22,8 ºC
< 22,8 ºC
> 22,8ºC e <37,7ºC
<37,7ºC
>37,7ºC

Líquidos Combustíveis
II
-
> 37,7ºC e <60ºC
-
.
A
B
< 60ºC e <93,3ºC
> 93,3ºC
-

Classe “C”


São os incêndios que ocorrem em aparelhos elétricos energizados. Estes incêndios, após ser retirado o agente energizador, podem ser combatidos como outra classe de incêndio (geralmente classe “A”). Todavia, devemos ter cuidado com aparelhos que possuem acumuladores (capacitores e aparelhos de TV, por exemplo), que mesmo após desligados continuam energizados.






São os incêndios que ocorrem em aparelhos elétricos energizados. Estes incêndios, após ser retirado o agente energizador, podem ser combatidos como outra classe de incêndio (geralmente classe “A”). Todavia, devemos ter cuidado com aparelhos que possuem acumuladores (capacitores e aparelhos de TV, por exemplo), que mesmo após desligados continuam energizados.

Classe “D”

São aqueles que ocorrem em ligas metálicas combustíveis (metais pirofóricos). Para tais incêndios se faz necessária a utilização de agentes extintores específicos. Como exemplos de combustíveis encontrados em incêndios desta classe podemos citar: as ligas de magnésio, sódio, potássio, zinco, alumínio em pó e outros.



São aqueles que ocorrem em ligas metálicas combustíveis (metais pirofóricos). Para tais incêndios se faz necessária a utilização de agentes extintores específicos. Como exemplos de combustíveis encontrados em incêndios desta classe podemos citar: as ligas de magnésio, sódio, potássio, zinco, alumínio em pó e outros.

QUANTO ÀS PROPORÇÕES
A proporção de um evento engloba as suas dimensões, a sua intensidade e os meios empregados para a sua extinção.
Incêndio Incipiente
Evento de mínimas proporções para o qual é suficiente a utilização de um extintor portátil.
Pequeno Incêndio
Evento cujas proporções exigem emprego e material especializado, sendo extinto com facilidade e sem apresentar perigo iminente de propagação.
Médio Incêndio
Evento em que a área atingida e a sua intensidade exigem a utilização de meios e materiais equivalentes a um socorro básico de incêndio (conjunto de viaturas do Corpo de Bombeiros composta de um Auto Rápido - AR, um Auto Bomba - AB ou ABT, um Auto de Busca e Salvamento - ABS, uma Auto Escada Mecânica - AEM, e um Auto Socorro de Emergência - ASE) , apresentando perigo iminente de propagação.
Grande Incêndio
Evento cujas proporções apresentam uma propagação crescente, necessitando para a sua extinção, do emprego efetivo de mais de um socorro básico.
Incêndio Extraordinário
Incêndio provocado por fenômenos naturais, como abalos sísmicos, vulcões, etc., ou ainda por bombardeios ou similares, atingindo quarteirões, bairros e cidades inteiras.
CAUSAS DE INCÊNDIO
NATURAIS
São aqueles decorrentes de fenômenos da natureza e se dividem em:
1) Natureza físico-química
Ex: Vulcões, terremotos, raios, meteoros, etc.
2) Natureza biológica
São os incêndios decorrentes do aumento da temperatura devido à fermentação e à ação degradativa das bactérias.
Ex: Enfardamento da forragem úmida.
ARTIFICIAIS
1) Materiais
1.1) Primárias
1.1.1) De origem física
Provenientes de qualquer fenômeno físico que produz energia calorífica.
a) Atrito
Fricção entre corpos rígidos, ou entre partes metálicas com lubrificação deficiente.
b) Choque
Choque entre partes metálicas frouxas ou desajustadas, em máquinas e motores que estejam sujos com resíduos de óleo e graxa.
c) Compressão
Compressão brusca e continuada dos gases provocando o aumento de temperatura em recargas de cilindro de gases, por exemplo.
d) Condução térmica
Calor transmitido de um corpo em alta temperatura para corpos vizinhos que estejam em condições normais.
Ex: Uma chaminé em contato com o forro de madeira do telhado.
e) Eletricidade
São aqueles gerados por fenômenos termoelétricos.
Ex: Curto-circuito, sobrecarga, fuga de corrente, etc.
1.1.2) De origem química
Substâncias químicas que podem gerar calor quando se combinam, ou em decomposição, produzindo aquecimento, inflamação ou explosão.
Ex: Metais pirofóricos finamente divididos quando expostos ao ar.
1.1.3) De origem biológica
Aumento de temperatura provocado pela fermentação e a ação degradativa das bactérias, obtido em laboratórios.
Ex: Fermentação do lixo em um biodigestor de gás para fins domésticos.
1.2) Secundárias
É o fogo considerado útil que foge ao controle do homem.
Ex: velas, lamparinas, lampiões, fogareiros, etc.
2) Humanas
2.1) Culposas
São incêndios nos quais o homem é o seu causador, sem, no entanto, ter havido intenção de provocá-lo. Esta pode ser dividida em três situações distintas:
2.1.1) Imprudência
Incêndio provocado por crianças ou pessoas em condições de incapacidade (doentes mentais), que não podem ser responsabilizados legalmente pelo delito cometido.
2.1.2) Negligência
É o desrespeito às normas de segurança, mesmo conhecendo-as, porém sem a intenção efetiva de provocar o incêndio.
2.1.3) Imperícia
É o desconhecimento das normas de segurança.
2.2) Dolosas
São os incêndios provocados com a intenção (dolo) de destruir. Logo, quem provocou o incêndio, tinha plena ciência das suas conseqüências e assumiu o risco de as produzir. Incêndios de causas dolosas normalmente têm motivação financeira. Como tal prática é crime, são alvos de investigação pericial (Perícia de Incêndio), e criminal para a apuração de sua autoria.

Fonte da Pesquisa:  www.defesacivil.rj.gov.b

domingo, 24 de março de 2013

Dicas para a Prevenção de Acidentes

PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM ELETRICIDADE
         Ø Manter as instalações em bom estado, para evitar sobrecarga, mau contato e curto-circuito.
         Ø Não usar tomadas e fios em mau estado ou de bitola inferior à recomendada.
         Ø Nunca substituir fusíveis ou disjuntores por ligações diretas com arames ou moedas.
         Ø Não sobrecarregar as instalações elétricas com vários aparelhos ligados ao mesmo tempo, pois os fios esquentam  e podem ocasionar um incêndio.
         Ø Nunca deixe ferro elétrico ligado enquanto tiver que fazer alguma outra coisa, mesmo que seja por alguns minutos, pois isto tem sido causa
             frequente de incêndios.
         Ø Observe se os orifícios e grades de ventilação dos eletrodomésticos (como TV, vídeo e forno de microondas) não se encontram vedados por panos
            decorativos, cobertas,  etc.
         Ø Não deixar lâmpadas, velas acesas e aquecedores perto de cortinas, papéis e outros materiais combustíveis.
         Ø Se a casa ficar desocupada por um período prolongado, desligue a chave elétrica principal.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM GÁS
        Ø Manusear botijões de gás com cuidado, evitando que caiam ou sofram pancadas.
        Ø Os botijões devem ser guardados em locais bem limpos, bem ventilados, livres de óleo e graxa, protegidos contra chuva, sol, e outras fontes de calor.
        Ø Botijões de gás domésticos não devem ficar juntos do fogão, mas fora de casa e conectados com tubulações metálicas.
        Ø Caso o gás esteja instalado dentro de casa e ele vier a vazar, não risque fósforo e nem acenda ou apague luzes. Chame os bombeiros e se possível retire o botijão da
            sua casa. Abra as portas e janelas, corte a energia no relógio e fique longe do local onde o gás está vazando.
        Ø Ao instalar um novo botijão use espuma de sabão para testar se há vazamentos. Jamais use fogo para tal propósito, mas lembre-se: o sabão não deve ser usado
            para vedar vazamentos.
        Ø Ao acender um forno de fogão, riscar primeiro o fósforo e abrir o gás depois.
        Ø Se a casa ficar desocupada por um período prolongado, feche o registro de gás.

VENTILAÇÃO EM PORTAS E BASCULANTES
        Para sua segurança, não esqueça que cozinhas, áreas de serviços e banheiros com aparelhos a gás devem ter área de ventilação permanente com as
        seguintes  características:
        Ø Na janela: básculas fixas abertas, com mínimo de 600 cm² de área livre.
        Ø Na porta: na parte inferior, veneziana, treliça ou corte de 3 cm de  altura, com,  no mínimo, 200 cm² de área livre.
        Ø Não elimine nem reduza a ventilação permanente dos ambientes que possuam aparelhos a gás.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA COZINHA
        Ø Não usar aventais ou toalhas plásticas na cozinha.
        Ø Quando sair de casa verifique que nada ficou ligado e que nenhum risco de incêndio porá em perigo sua residência.
        Ø Não coloque panos ou papéis decorativos próximos do fogão.
        Ø Os cabos das panelas devem ficar voltados para o centro do fogão
        Ø Cozinha não é lugar para crianças, não permita que elas fiquem sozinhas lá.
        Ø Deixar fósforos ou isqueiros ao alcance de crianças é um atentado contra sua casa e à integridade física das mesmas.
        Ø Ao pegar uma panela quente, tenha certeza que conseguirá transportá-la, evitando que caia das suas mãos.

www.defesacivil.rj.gov.br

Bombeiro Profissional Civil (BPC) - Informações Gerais

Bombeiro Profissional Civil (BPC) - Informações Gerais Imprimir E-mail
BOMBEIRO PROFISSIONAL CIVIL (BPC) - AVALIAÇÃO E HABILITAÇÃO
1. DEFINIÇÕES RELEVANTES
1.1 - O que é Brigada de Incêndio (BI)?
- É o grupo organizado de pessoas treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e combate a incêndio, bem como no atendimento de emergências setoriais, sendo composta de Bombeiro Profissional Civil (BPC) e Brigadista Voluntário de Incêndio (BVI).
1.2 - O que é Bombeiro Profissional Civil (BPC)?
- É aquele que, devidamente habilitado no CBMERJ, presta serviços de prevenção e combate a incêndio e atendimento de emergências setoriais, com dedicação exclusiva em Brigada de Incêndio (BI).
1.3 - O que é Brigadista Voluntário de Incêndio (BVI)?
- É aquele que, pertencente à população fixa do local objeto da proteção, é treinado e capacitado a exercer, sem exclusividade, as atividades básicas de prevenção e combate a incêndios, assim como no atendimento a emergências setoriais.
Endereço para inscrições:
Diretoria Geral de Ensino e Instrução
Centro de Instrução Especializada de Bombeiro - CIEB
Endereço: Avenida Brasil, 23.800 – Guadalupe – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 21660-001
Horário de funcionamento do Posto de Inscrições: 2ª a 6ª feira: das 8 às 11:30h 
Demais dúvidas podem ser esclarecidas através site do Centro de Instrução Especializada de Bombeiro, em http://www.cieb.cbmerj.rj.gov.brou pelo e-mail  cieb@cbmerj.rj.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou ainda, no horário comercial através dos telefones (21)2332-1185, 2332-1213 ou 2332-1172, que são do próprio CIEB.